Blog ShopCouture · Comércio exterior

Exportar para os EUA em 2026: tarifas, isenções e as oportunidades para marcas brasileiras

O que mudou no comércio com os Estados Unidos, quais produtos seguem com acesso livre de sobretaxa e as estratégias que as marcas brasileiras estão usando para crescer lá fora.

Por ShopCouture · Atualizado em 13 de outubro de 2026 · 10 min de leitura · This article is available in Portuguese only.

Resposta rápida

Sim, vale exportar para os EUA em 2026. Desde 22 de julho, uma parte dos produtos brasileiros paga uma tarifa adicional de 25%, mas uma lista grande de categorias ficou isenta, entre elas café, carne bovina, suco de laranja, mel orgânico e certos frutos do mar. Segundo levantamento da Gazeta do Povo, cerca de 85% das vendas brasileiras para os EUA seguem entrando sem as alíquotas máximas. Para quem tem marca, diferencial e um preço bem montado, o mercado americano continua sendo a maior oportunidade de crescimento em dólar.

Em 2026 o assunto tarifa apareceu em quase toda conversa sobre exportação. É natural: quando as regras mudam, a primeira reação é esperar para ver. Mas, olhando com calma, o que a gente vê no dia a dia com as marcas que atendemos é que quem entendeu as novas regras continuou encontrando espaço para crescer.

Este guia organiza o que mudou, o que continua igual e como transformar o cenário em vantagem.

O que mudou em 2026

Em julho, o governo americano concluiu uma investigação comercial (a chamada Seção 301) e definiu uma tarifa adicional de 25% para parte das importações brasileiras, válida desde 22 de julho de 2026. Ela se soma à tarifa normal de cada produto.

O ponto mais importante para quem exporta é a lista de isenções, que é ampla e inclui alguns dos produtos mais fortes do Brasil.

Produtos que seguem sem a tarifa adicional

Entre as categorias que ficaram de fora da cobrança de 25% estão:

  • café e certos produtos de café, inclusive o café solúvel sem sabor;
  • carne bovina;
  • laranjas e suco de laranja;
  • mel orgânico e certos frutos do mar;
  • aeronaves, motores e peças aeroespaciais;
  • certos produtos de energia, produtos farmacêuticos e ingredientes farmacêuticos;
  • certos produtos de madeira, peles e couros, entre outros itens incluídos após consulta pública.

Para cafés especiais, por exemplo, nada mudou: o café brasileiro segue entrando nos EUA nas mesmas condições de antes, num mercado que valoriza origem, torra e história do produtor.

Por que o mercado americano continua valendo a pena

  • É o maior mercado consumidor do mundo, com compradores dispostos a pagar mais por produtos com qualidade e origem clara.
  • Marca vale mais do que commodity. Quem vende um produto com identidade, design ou ingrediente único compete por valor, não só por preço, e absorve melhor qualquer custo adicional.
  • A concorrência também se ajustou. Produtos de vários outros países também pagam tarifas nos EUA, o que equilibra o jogo em muitas categorias.
  • Faturar em dólar protege o negócio. Ter parte da receita em moeda forte reduz a dependência do mercado interno e do câmbio.

Cinco estratégias que estão funcionando

1. Confirmar a classificação fiscal de cada produto

Cada produto tem um código de classificação nos EUA (HTS), e é ele que define a tarifa e se o item está na lista de isenções. Muitas marcas descobrem nessa etapa que o seu produto está isento ou tem tarifa menor do que imaginavam.

2. Montar o preço a partir do custo entregue nos EUA

Somando produto, frete, tarifa e taxas do canal, você chega ao custo do produto já no destino. Com a faixa de preço dos concorrentes americanos ao lado, fica claro qual posicionamento traz a melhor margem.

3. Posicionar como premium

Ingredientes brasileiros, produção artesanal, certificações e design autoral sustentam um preço mais alto no mercado americano.

4. Usar estoque nos EUA quando o volume cresce

Desde agosto de 2025, toda encomenda que entra nos EUA passa pelo processo normal de importação. Por isso, quando as vendas engrenam, mandar lotes consolidados para um armazém americano deixa cada pedido mais barato e a entrega mais rápida.

5. Abrir mais de um mercado

A mesma loja internacional, com o mesmo catálogo em inglês, vende para Canadá, Europa e América Latina. Cada novo mercado traz mais estabilidade para o faturamento. É o que o Luiz Pimentel, cofundador da ShopCouture, resume num dos vídeos do canal Internacionaliza Brasil: internacionalizar não é só aumentar o faturamento em dólar, é blindar o negócio.

Exemplos que inspiram

A Açaí Glee, de Itamarati de Minas (MG), criou uma embalagem asséptica que mantém o açaí por 12 meses sem refrigeração, opera com endereço próprio em Orlando e já abriu mais de 10 pontos de venda na Flórida. A KiniBi Bikinis, de Florianópolis, envia direto da fábrica para clientes nos EUA e já passou de 14 mil clientes. São marcas que encontraram o seu jeito de chegar ao consumidor americano.

Como a ShopCouture ajuda

A ShopCouture, empresa americana com sede em Tampa, na Flórida, e time no Brasil, ajuda marcas brasileiras a montar preço, escolher canal e organizar a logística para vender nos EUA e em outros mercados. Nossa equipe confere com você a situação da sua categoria e o melhor modelo para começar. Conheça o GlobalConnect e o Head Quarters USA.

Perguntas frequentes

Ainda vale a pena exportar para os EUA em 2026?

Sim. Os EUA continuam sendo o maior mercado consumidor do mundo, muitas categorias brasileiras ficaram isentas da tarifa adicional e marcas com diferencial competem por valor. Segundo a Gazeta do Povo, cerca de 85% das vendas brasileiras para os EUA seguem entrando sem as alíquotas máximas.

Quais produtos brasileiros estão isentos da tarifa de 25%?

Entre outros, café e certos produtos de café, carne bovina, laranjas e suco de laranja, mel orgânico, certos frutos do mar, aeronaves e peças aeroespaciais, certos produtos farmacêuticos e de energia, e certos produtos de madeira, peles e couros.

O café brasileiro paga a tarifa adicional?

Não. Café e certos produtos de café, inclusive o café solúvel sem sabor, estão na lista de isenções e seguem entrando nos EUA nas mesmas condições de antes.

Como saber a tarifa do meu produto?

Pela classificação fiscal do produto nos EUA (código HTS). Ela mostra a tarifa normal e se o item está na lista de isenções. A equipe da ShopCouture faz essa análise com você.

Vamos fazer a conta do seu produto?

A gente analisa a sua categoria e mostra o caminho mais vantajoso para vender nos EUA.

Falar com a ShopCouture →

Continue lendo

Como vender nos Estados Unidos sendo uma empresa brasileira: o guia completo de 2026 →Registro no FDA: o passo a passo para levar alimentos e cosméticos brasileiros aos EUA →

Fontes: Greenberg Traurig, Seção 301 sobre o Brasil (julho de 2026); Gazeta do Povo, lista de exceções. Situação de outubro de 2026.

Vamos conversarLet's talk

Pronto para vender para o mundo?Ready to sell globally?

A ShopCouture é sua parceira de ponta a ponta na expansão internacional. Conte sobre sua marca e retornaremos o contato.ShopCouture is your end-to-end partner for international expansion. Tell us about your brand and we'll get back to you.

Obrigado! Mensagem recebida.Thank you! Message received.

Nossa equipe vai analisar sua solicitação e retornará em breve. Do local ao global — vamos crescer juntos.Our team will review your request and get back to you shortly. From local to global — let's grow together.

Ao enviar este formulário, você concorda em ser contatado pela ShopCouture sobre sua solicitação.By submitting this form, you agree to be contacted by ShopCouture about your request.